segunda-feira, novembro 06, 2006

Os filhos do Homem




Os Filhos do Homem é um filme deprimente passado num futuro próximo, 2027. Um futuro que não podemos desejar aos nossos filhos. Ainda bem que é apenas um filme senão seria muito triste.

Na história, a humanidade foi-se tornando infértil e a acção começa com a morte do ser humano mais novo do planeta que tinha nessa altura 18 anos e o rebentamento de uma bomba em Londres , uma cidade muito suja e cheia de lixo por todos os lados. É um período conturbado com muitos actos de terrorismo, cheio de emigrantes ilegais. Para o governo estes são os acusadores de tudo, de forma que lhes vedam o acesso ás cidades, tratam-nos como animais.
Nas estações de caminho de ferro os ilegais estão enjaulados. Há campos de deportação e comboios que os transportam para lá. Polícias entram nas composições e retiram alguns dos emigrantes, na plataforma são despidos e mortos a tiro. Os outros seguem para os tais guettos. Nisso o filme faz lembrar os da 2ª guerra mundial na Alemanha e a perseguição aos judeus. É igual! Só faltam as crianças, mas há cães e gatos.

Clive Owem (está cada vez mais giro!) vai ajudar uma miúda negra, inesperadamente grávida a ir para um local seguro de forma a salvar a extinção da raça humana. O bebé nasce no meio da guerra entre um grupo clandestino e os soldados no tal campo de deportação. Num prédio de bastantes andares, habitado pelos emigrantes, no meio do lixo e de cabras e galinhas (nos diversos pisos) e a ser bombardeado é descoberto o recém nascido gerando-se um movimento de adoração ao bebé, estilo nascimento do menino Jesus. A esperança tinha nascido para alguns.

No meio de diversas peripécias a mãe com a filha, acompanhadas pelo Clive chegam a um local no mar (completamente poluído) onde um barco chamando Amanhã os irá buscar…

Também gostei de ver o Michael Caine que faz de um velho hippie e vive numa casa cheia de recordações, camuflada no meio da floresta.
Juliane Moore faz o papel de uma líder dos refugiados que tinha tido um filho com o Clive Owen, morto pela pandemia da gripe de 2008.

Gostei do filme, um dos melhores que vi nos últimos tempos.

2 Comments:

Blogger francis said...

Este filme é uma total utopia. Todos sabemos que, enquanto existirem chineses no planeta, a humanidade está a salvo de qualquer extinção!
:-)

1:43 da tarde  
Blogger Rafeiro Perfumado said...

Não deve faltar assim tanto. Mas não vou falar de coisas tristes, convenceste-me a gastar 5 euros!

8:44 da tarde  

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